ANTOINE DE SAINT-EXUPERY

"Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos"

“Em 1942, Antoine de Saint-Exupéry escreveu este pensamento que contém a essência de seu clássico O Pequeno Príncipe e que permeia toda a sua obra, caracterizada pelo lirismo e por uma profunda reflexão sobre a condição humana. Ao longo dessas seis décadas, milhões de leitores se encantaram com esta e outras belas frases extraídas de seus textos.”

”Seus pensamentos sobre amor, amizade, felicidade, responsabilidade, força moral, beleza, solidão, criatividade e liberdade nos levam a refletir sobre nossa própria existência, nossos relacionamentos e o mundo em que vivemos.”

“Escritor premiado e traduzido em mais de 130 idiomas, o terceiro filho do Conde Jean de Saint-Exupéry e de Marie de Fonscolombe nasceu em 1900 em Lyon, na França.” (Observe-se que na mesma cidade nasceu o Codificador do Espiritismo – Allan Kardec)

“Com 26 anos tornou-se piloto pioneiro e foi um dos primeiros a voar à noite, em pequenos aparelhos a hélice, sem conforto ou segurança. As suas experiências e as aventuras dos legendários companheiros do correio aéreo, que criaram as primeiras rotas internacionais da Europa à África e à América do Sul, serviriam de inspiração para sua segunda paixão: a literatura.”

“Ao sobrevoar o deserto do Saara e os Andes, Saint-Exupéry pôde não apenas observar – e descrever – a beleza arrebatadora do céu coberto de estrela e da Terra, mas também refletir sobre os limites e a grandeza da natureza humana. Daí a força de seus escritos, recheados de passagens tanto de sua vida pessoal quanto profissional.”

“O acidente de avião no Saara em 1935 e até mesmo as raposas com que fez amizade no local em 1927, por exemplo, estão presentes na fábula de O Pequeno Príncipe. Já a paisagem dos Andes e a forte ligação com os companheiros embelezam trechos de Terra dos Homens. Sua luta para lidar com os inúmeros aspectos da natureza humana revelados durante a Segunda Guerra Mundial aparece em Cidadela, manuscrito inacabado que guardou com ele nos últimos anos de sua vida, assim como em Escritos de Guerra, uma coletânea de artigos, notas e cartas para a família e os amigos, produzidos entre 1939 e 1944 e publicados quarenta anos após a sua morte.”

Nosso desejo seria o de transcrever toda a obra e deixar ao leitor a satisfação de encontrar na literatura deste Autor, uma profunda sabedoria poética. Assim nos permitimos transcrever apenas alguns trechos, ao nosso próprio gosto, extraídos de suas principais obras e que estão resumidas no livro “Felicidade, Amor e Amizade – da Editora Sextante:

FELICIDADE

“Dar é lançar uma ponte por cima do abismo da sua solidão.” (Cidadela)
“É preciso que eu tolere duas ou três lagartas se quiser conhecer as borboletas.” (O Pequeno Príncipe)
“Fiz mal em envelhecer. Foi uma pena. Eu era tão feliz em criança...” (Piloto de Guerra)

AMIZADE

“As pessoas não tem mais tempo de conhecer nada. Compram tudo pronto nas lojas. Mas, como não existem lojas de amigos, elas não tem mais amigos.” (O Pequeno Príncipe)
“Aqueles que são diferentes de mim não me prejudicam, muito pelo contrário, eles me enriquecem. Nossa unidade se fundamenta em algo mais elevado do que nós mesmos – no ser humano... Pois ninguém quer ouvir seu próprio eco nem encontrar a própria imagem em um espelho.” (Piloto de Guerra)
"Só estou ligado àqueles a quem eu me dou. Só compreendo aqueles a quem me uno”. (Piloto de Guerra)

AMOR

“A experiência nos mostra que amar não é olhar um para o outro, e sim olhar juntos na mesma direção.” (Terra dos Homens)
“O amor não é pensar, mas ser.” (Piloto de Guerra)
“As paredes da prisão não podem confinar aquele que ama. Ele é de um império que não está nas coisas, mas sim no sentido das coisas, e zomba dos muros.” (Cidadela)

RESPONSABILIDADE

“As pessoas esqueceram esta verdade”, disse a raposa. “Mas você não deve esquecê-la: você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa.” (O Pequeno Príncipe)
“É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar. A autoridade se baseia antes de tudo na razão.” (O Pequeno Príncipe)
“Mas tu, ó sentinela, só tens a dominar-te a disciplina do cabo que te vigia. E os cabos, a disciplina que lhes impõem os sargentos que os vigiam. E os sargentos, a disciplina dos capitães que os vigiam. E assim por diante, até chegar a mim. Eu não tenho mais que Deus para me governar. Se duvidar Dele, será como uma porta falsa no deserto.” (Cidadela)

FORÇA MORAL

“As tempestades, a bruma e a neve vão incomodá-lo algumas vezes. Pense, então, em todos aqueles que já passaram por isso e diga para si mesmo: ‘o que eles conseguiram eu também posso conseguir’.” (Terra dos Homens)
“Vitória, derrota – estas palavras não tem sentido algum. A vida está por baixo dessas imagens e já prepara novas imagens. Uma vitória enfraquece um povo, uma derrota desperta outro. A derrota que sofremos hoje é talvez uma promessa da verdadeira vitória. Só o acontecimento em marcha é que conta.” (Vôo Noturno)

O ESSENCIAL

“É muito mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se você consegue fazer um bom julgamento de si próprio, demonstra verdadeira sabedoria.” (O Pequeno Príncipe)
“Quando nos abandonamos, não sofremos. Quando nos abandonamos, mesmo à tristeza, não sofremos mais.” (Correio Sul)
“As pessoas grandes adoram números. Quando a gente fala de um novo amigo, elas nunca se interessam em saber como ele realmente é. Não perguntam: ‘qual é o som da sua voz? Quais são seus brinquedos preferidos? Ele coleciona borboletas?’ Mas sempre perguntam: ‘Qual é a sua idade? Quantos irmãos ele tem? Quanto pesa? Quanto o pai dele ganha?’ Só então elas acham que o conhecem.” “O essencial da vela não é a cera que deixa suas marcas, mas sim a luz que ela liberta.” (Cidadela)

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“A guerra marcou profundamente o autor, que deixou a França ocupada para viver dois anos exilado nos Estados Unidos. Em 1943, logo após a publicação de O Pequeno Príncipe, Saint-Exupéry se realistou na Força Aérea Francesa. Ele desapareceu sobre o Mediterrâneo em 1944, numa missão de reconhecimento. Seu corpo – assim como o de seu amado pequeno príncipe – nunca foi encontrado, mas suas palavras permanecem, para que adultos de todas as idades possam lê-las com os olhos e senti-las com o coração, na busca pelo entendimento daquilo que é essencial.”

Baseado na obra: Felicidade, Amor e Amizade: A Sabedoria na Obra de Antoine de Saint-Exupéry. Saint-Exupéry, Antoine. Tradução de Maria Luiza Newlands da Silveira. (et al). Editora Sextante. RJ, 2003.

por Jeferson Ricardo Spode Flores

Este artigo foi publicado originalmente em
http://www.portaljovem.com/conheca_mais/antoine_exupery.htm



A INFLUÊNCIA DA MÍDIA


Você já percebeu o quanto nós somos bombardeados diariamente com ruídos estridentes, sons atordoantes, anúncios, imagens e estímulos para as mais diversas coisas? Pare e observe. Na rua, no trabalho, em casa. Em muitos lugares isto acontece. E não pára por aí. A maioria sem proveito para nossas vidas. Na definição de Vera Lúcia Franco, essas idéias que nos chegam aos sentidos são puro lixo. Transcrevemos abaixo, reportagem de sua autoria.

“Para alguns solitários, a voz da TV ou do rádio, por exemplo, pode trazer de fato uma reconfortante sensação de companhia até que adormeçam. Mais do que nunca, porém, é fundamental percebermos como a grande quantidade de informações que recebemos através dos meios de comunicação de massa é capaz de interferir em nossa vida subjetiva, em nossas relações sociais e na realidade que nos cerca. Na verdade, eles não só informam e divertem, mas também influenciam valores, crenças e comportamentos. Tal influência, evidentemente, pode ser positiva ou negativa. Não há como negar que, através dos tempos, muitos filmes e novelas vêm, por exemplo, questionando preconceitos e denunciando comportamentos pouco éticos. Por outro lado, não podemos esquecer que, não raro, personagens do cinema ou da telinha desempenham o papel de garotos-propaganda, exibindo produtos de higiene e toalete, alimentos, bebidas, lazer, moda, cultura e, sobretudo, conceitos.

Em outras palavras, por trás do divertimento há uma verdadeira indústria achatando e formatando a consciência das pessoas, que foram reduzidas a meros consumidores. De indivíduos livres e capazes de ter opiniões próprias, passamos a ter necessidades criadas pela mídia; de modo geral, somos governados pelos meios de comunicação. Sofremos um processo de massificação que por um lado nos torna iguais e, por outro, nos propõe a ilusão da liberdade, já que nos faz acreditar que somos livres para escolher.

Se estamos cada vez mais confinados a um sistema de valores que nos é imposto, como podemos então falar em liberdade e autonomia? Se nos vestimos da mesma maneira – a isso chamamos moda – e criticamos quem não se veste como nós; se consumimos os mesmos produtos; buscamos status, dinheiro, conforto e fama; se, na verdade, pensamos e desejamos as mesmas coisas, onde estão as diferenças?

Em seu livro Violência e Psicanálise, J. F. Costa afirma que em cada contexto histórico a sociedade forma um tipo psicológico ordinário, em resposta ao que ela necessita no momento. Esse tipo é nada mais nada menos do que a universalização de particularidades emocionais previamente definidas como normais. Tal processo acaba numa violência simbólica, uma vez que se impõe à pessoa a realidade que ela deve adotar como referencial exclusivo para a sua orientação no mundo. É, portanto, através da intimidade ideológica que se alcança a adaptação das pessoas, a qual facilita o controle social.

Ao aceitar essa padronização, o indivíduo enclausura a sua subjetividade dentro de si, passando a mostrar o que se espera ou o que se quer dele. Ou seja, ele começa a viver uma aparência e, quanto mais se ajusta a ela, menos compreende seus desejos, sentimentos e a sua própria existência; gradativamente, perde a consciência de quem realmente é.

Assim, num mundo com tantas informações, ruídos e apelos, a vida vai descrevendo seu rumo vertiginosamente: ninguém mais tem tempo para nada, principalmente para tomar consciência sobre o que de fato está lhe acontecendo.

Modernamente, o fantástico aparato tecnológico nos leva a crer que estamos mais próximos uns dos outros, porém, estamos cada vez mais enredados no individualismo, na superficialidade e na competição, que acaba por resultar na violência.

Ao escrever 1984, George Orwell alertava para o perigo de estarmos caminhando para uma sociedade totalitarista. Na ficção, o Grande Irmão vigiava toda a sociedade através de câmeras e microfones, 24 horas por dia, cerceando ao máximo, o exercício da liberdade individual de seus habitantes. Apesar de isso não estar muito claro para a maioria das pessoas, no fundo é o que está nos acontecendo atualmente através da perda de valores essenciais da vida em troca dos valores de consumo. Gradativamente, graças a essa massificação, não estamos perdendo a liberdade individual de pensar e sentir?

Aparentemente inspirado no roteiro do livro, em 1999 surgiu na Holanda o programa Big Brother, reality show criado pela Endermol, uma das grandes empresas de entretenimento da Europa. Seu objetivo é levar o público a uma interação cada vez maior com seus participantes.

O Big Brother, como se sabe, é um jogo que mistura em um mesmo cenário pessoas de temperamento e nível sociocultural diferentes e que, de preferência, têm um belo rosto e um corpo esbelto. Elas devem conviver em uma casa durante dois meses, dia e noite, sob a vigilância de câmeras e microfones espalhados por todos os espaços em que se movimentam.

Através da TV, o público acompanha diariamente o desenrolar dessa convivência, opina sobre a atuação de cada um e até decide o rumo que as coisas devem tomar. Os participantes, por sua vez, sabem como está seu Ibope diante do público e que disso depende sua vitória ou desclassificação.

O drama de quem participa do Big Brother é, no fundo, muito parecido com o dos cidadãos comuns; a idéia central do programa é ver como reagem as pessoas sob confinamento e vigilância constantes. No final, vence aquele que conseguir cativar o telespectador, cabendo-lhe, além da fama, uma rica soma em dinheiro.

Nesse show de irrealidade, parece ficar claro como a indústria do entretenimento é capaz de nos sugar para fora de nós mesmos. No caso do Big Brother, isso se dá através da identificação com o drama dos participantes do programa. Ao cedermos à tentação de acompanhar suas mazelas cotidianas, nos deslocamos da nossa vida e caímos prisioneiros de uma profunda alienação. Sob a égide da interatividade, passamos a viver a vida de um personagem, tentando dar soluções para o seu drama interior.

Muitos, com certeza, acham essa uma excelente distração, na medida em que, por certo tempo, nos ajuda a não pensar nos nossos próprios problemas. Enquanto isso, porém, a nossa vida vai passando e cada vez mais vamos nos distanciando dela para tomar parte de uma realidade que não passa de uma aparência bem organizada.

A imaginação – é verdade – tem uma função importante no desenvolvimento humano, pois ela nos ajuda a compreender o mundo, a deduzir o que provavelmente vai acontecer, ou mesmo a intuir e compreender emocionalmente este ou aquele acontecimento. É através dela que podemos nos distanciar da realidade e expressar a profunda ansiedade humana em experienciar algo diferente do que existe. Se levado a extremos, porém, o exercício da imaginação pode obscurecer a nossa visão da realidade, fazendo com que nos percamos dentro de um mundo de faz-de-conta.

Num universo aparente como o nosso, os limites entre o verdadeiro e o falso se confundem e fica difícil distinguir o que é real do que é pura ilusão. À semelhança dos participantes do Big Brother, estamos presos a uma estrutura de valores preconcebidos que nos desconecta da nossa verdadeira essência; assim, ficamos vulneráveis a todo e qualquer tipo de manipulação. No reality show o público representa esses valores, modelando o comportamento de cada participante do programa através da crítica e do elogio; se mostrar o que dele se espera, ele ganhará fama e dinheiro, caso contrário, será rejeitado através do chamado paredão.

Mas e na vida real, quem vence esse jogo? Provavelmente o mais novo tipo psicológico ordinário que esta sociedade tecnológica, consumista e desumana elegeu: aquele que não se importa de esvaziar-se de toda a sua vida interior. Aqui, porém, o prêmio é na verdade um castigo: a perda do contato com o próprio self para representar uma identidade fictícia e ideal, exigida pela sociedade de consumo.

Fugir desse processo, sem dúvida, não é tarefa das mais fáceis. Talvez o primeiro passo nesse sentido seja determinar que tipo de pessoa queremos ser e que valores básicos desejamos para nortear a nossa vida.”

(Revista Planeta – Dez 03 – Texto de Vera Lúcia Franco)

por Jeferson Ricardo Spode Flores



DESARMAR O ESPÍRITO

Da face da Terra, algum dia, a guerra desaparecerá?

“Cultura do medo, gerada pela violência, determina vida do cidadão.”

“Um fenômeno tão antigo quanto o mundo, em pouco mais de uma década, mudou de cara. A violência é hoje diferente do que sempre foi, constatam estudiosos do assunto. As teorias que a explicavam não dão mais conta do recado. Pela tese econômica, por exemplo, a razão da violência sempre foi a busca por ganho material (comida, dinheiro, carro, jóia etc.). Pela via política, ela é entendida como instrumento de oposição ao sistema vigente, diz o cientista político Paulo Mesquita, do Instituto São Paulo Contra a Violência. E hoje?

Hoje ela é banal, democrática, funciona como meio de expressão, especialmente de jovens, ocupa muito bem o espaço da falta de valores sólidos e gera nos cidadãos uma tremenda obsessão pelo medo, entre outros atributos. Refletir sobre eles ajuda a perceber como a violência determina a forma de viver e também ajuda a encontrar maneiras de escapar disso.

"A pessoa não encontra valores que a dignifiquem", seja na família, na escola ou nas instituições públicas. Dessa maneira, grupos se formam não em torno de uma ideologia, de uma ética comum - caso de gangues como a dos carecas e dos surfistas de trem. O que os une é a manifestação da violência em qualquer grau. "É a forma que encontram para expressar suas tensões, angústias, para dizer eu existo", diz o psiquiatra.

Reféns da violência

Denis Mizne, diretor-executivo em São Paulo do Instituto Sou da Paz, faz referência a uma democratização do medo, que leva todos a se sentirem reféns da violência. "Isso mexe muito com a vida das pessoas e leva a reações irracionais, como armar-se ou se autoproteger sem se preocupar com a preservação da vida do outro", diz Mizne.

As campanhas de desarmamento têm ocorrido, mas Mizne acha que é preciso mais: "Temos que desarmar o espírito". E como se opera isso? Por meio de uma nova forma de educar - na família, na escola e na sociedade.

O educador Ubiratan D'Ambrósio, da Universidade de Campinas (Unicamp), explica: "Educação inclui mostrar que o diferente não é o nosso inimigo, não representa o perigo. O medo [da violência] gerou uma paranóia coletiva em que as relações humanas passam a ser de desconfiança, de animosidade. Estamos gastando muita energia, econômica e emocional, para nos defendermos de um inimigo que talvez nem exista"”. (Fonte: Folha Online - 04/03/2004 )

Encontramos no Espiritismo vasta argumentação para o entendimento da violência. Em “O Livro dos Espíritos”, na questão 742 encontra-se o seguinte:

“Que é o que impele o homem à guerra?”Predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual e transbordamento das paixões. No estado de barbaria, os povos um só direito conhecem - o do mais forte. Por isso é que, para tais povos, o de guerra é um estado normal. À medida que o homem progride, menos freqüente se torna a guerra, porque ele lhe evita as causas, fazendo-a com humanidade, quando a sente necessária.

743. Da face da Terra, algum dia, a guerra desaparecerá?
Sim, quando os homens compreenderem a justiça e praticarem a lei de Deus. Nessa época, todos os povos serão irmãos.”

No mesmo capítulo do referido livro Allan Kardec aborda a questão da crueldade e formula à Espiritualidade Superior a seguinte proposição:

“756. A sociedade dos homens de bem se verá algum dia expurgada dos seres malfazejos?
A Humanidade progride. Esses homens, em quem o instinto do mal domina e que se acham deslocados entre pessoas de bem, desaparecerão gradualmente, como o mau grão se separa do bom, quando este é joeirado. Mas, desaparecerão para renascer sob outros invólucros. Como então terão mais experiência, compreenderão melhor o bem e o mal. Tens disso um exemplo nas plantas e nos animais que o homem há conseguido aperfeiçoar, desenvolvendo neles qualidades novas. Pois bem, só ao cabo de muitas gerações o desenvolvimento se torna completo. É a imagem das diversas existências do homem.”

Na obra intitulada “A carta Magna da Paz”, ditado pelo Espírito Camilo pela psicografia de J. Raul Teixeira, encontramos mais informações para refletir: “Diante dos quadros de violência e destruição que se observam em escalada crescente nos dias atuais do mundo, é comum o anseio de todos os seres que buscam a harmonia e a paz por um desfecho feliz que possa trazer à humanidade dias de prosperidade emocional, de confiança, de esperança.

No mundo de hoje, a hiper-exposição de mídias a que é levado o delinqüente alimenta suas fantasias, patologicamente acalentadas, e desperta em outras personalidades, igualmente enfermas, o desejo de também serem mostradas em redes regionais, nacionais ou mesmo internacionais – de jornais, revistas, emissoras de rádio e de televisão - , estabelecendo-se um verdadeiro circuito aberto de criminalidade glamourizada, de sandice, de loucura.

Tem-se dado ao crime e a criminosos um tempo de exposição midiática que não se concede a nenhuma nobre proposta social: à educação, à arte, à ciência, etc. Essa anomalia, bem se vê, configura a mitificação do delito e do delituoso, sob a ingênua justificativa de que se deve informar, como se o informar não tivesse que estar atento à indispensável ética, na qual se deve levar em conta o que e para que se informa, bem como as conseqüências disso para os diversos tecidos psicológicos e morais da sociedade.”

E A SOLUÇÃO?
No mundo, hoje “...pode-se educar a pessoa tanto para a vida quanto para a morte, dependendo do sentido que se lhe ensina dar à existência. Quando se educa para a autoconfiança, para a resistência aos fracassos e às frustrações, para o bem, para o belo e para o amor, está-se adotando o sentido de vida... Quando se educa para o desânimo perante as dificuldades, para a vaidade e o orgulho, para o despeito, para o ódio, enfim, está-se valorizando...” a morte, a violência, etc.

“Nesse campo, é fundamental e decisiva a ação dos pais e dos demais educadores que atuam junto à criança e ao jovem. Deverão, de modo responsável, empreender esforços para o bom conduzimento dos seus dependentes afetivos, de tal maneira que esses usufruam segurança emocional, saúde moral, que os capacitem ao desenvolvimento e à manutenção da maturidade, do amor, a fim de que jamais se aconselhem com instintos anti-sociais, nem lhes dêem margem a qualquer manifestação.

Considerando a educação como a capacidade de se forjar caracteres, como propõe Allan Kardec, o nobilíssimo Codificador da Doutrina Espírita, vale trabalhar, dedicada e intensamente, para que, por intermédio da educação, logremos edificar um mundo melhor, um mundo de paz e de felicidade.” (A carta Magna da Paz, pg.33)

Assim, não deixemos que os fatos momentosos e circunstanciais nos impressionem ou ditem nossas vidas, antes, confiemos na Providência Divina, nos seus desígnios e busquemos ser agentes da não-violência.Colaborando com a educação daquelas almas que estão, momentaneamente sob nossos cuidados, não nos esqueçamos da reforma íntima que cada um de nós deve empreender, esforçando-se para nos tornarmos aptos e dignos de dizer, assim como Francisco de Assis – O homem-paz, nos ensinou: “Senhor, fazei de mim, um instrumento de vossa Paz.”

Referências bibliográficas:
- Folha Online - 04/03/04
- Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos. FEB. Ed. 76ºed.
- Teixeira, J. Raul. A carta Magna da Paz – ditado pelo Espírito Camilo. FRÁTER.

por Jeferson Ricardo Spode Flores

FÍSICA QUÂNTICA EXPLICA DEUS

Energia, matéria e Deus explicados pela Física Quântica

Interessante conferência do professor Laércio B. Fonseca sobre o tema: Física Quântica, Espiritualidade e Ufologia. Esta conferência foi realizada em uma chácara em São Paulo para um grupo de engenheiros e pessoas afins. De forma descontraída, o professor expõe sua teoria de maneira simples. As novas idéias e as novas teorias lançadas pelo professor Laércio trazem nova luz à Ufologia, bem como a fenomenologia espiritualista sob a ótica da Física Quântica e da mais avançada teoria de campo desenvolvida por Einstein. Essas novas teorias propostas pelo prof. Laércio conduzem a Espiritualidade a um novo patamar de discussões, a um nível científico jamais visto anteriormente. Vale a pena baixar e ver a palestra!

Entre outras coisas, através da física, conclui que um elétron vibrando com freqüência zero deixa de ter massa, existindo apenas no campo universal. Explica Deus como a realidade última da física.

Link para baixar a palestra:
http://www.4shared.com/dir/1524049/2b50913/FisicaEspiritualidade.html

Enviado por "antonkiudero" akiudero@gmail.com
no grupo Amigos de Ramatis http://br.groups.yahoo.com/group/amigosderamatis/

SINAIS DO FIM?

Palavras de Albert Einstein, ditas há mais de 60 anos: "Olhem as abelhas, se elas sumirem a humanidade tem um máximo de quatro anos de sobrevida, pois não haverá plantas e nem animais, a polinização é a grande responsável pela produção de alimentos"

SINAIS DO FIM?

As abelhas estão indo embora...

Por Richard Jakubaszko em 3/4/2007

A notícia estava em página interna da Gazeta Mercantil de sexta-feira (30/3), em míseras duas colunas, com 7 cm de altura, e anunciava que "enxames de abelhas sumiram sem deixar rastro", em Illinois, EUA. Embora especializado em agronegócio, sou quase neófito em abelhas. Porém, a especialização em agricultura fez com que a displicente e "insignificante" notícia estampada num jornal de negócios me deixasse senão horrorizado, pelo menos de cabelos em pé – isto é, quase a mesma coisa.

A ciência tem como fato que sem abelhas não há agricultura e, portanto, sem elas não há alimentos. Esse laborioso inseto, ao qual os urbanos ficam histéricos só pelo fato do mesmo sobrevoar por perto, poderia ser chamado de "operário de Deus", pois é incansável na polinização das plantas – e sem a qual estas não produziriam alimentos e tampouco se reproduziriam. Existem outros insetos e até mesmo pássaros polinizadores, mas a abelha é, de longe, o mais difundido e mais importante.

Nenhum outro grande jornal deu a notícia, afora o Estado de S.Paulo e a Gazeta do Povo, do Paraná. Estes se limitaram a registrar os despachos das Agências EFE e Bloomberg News, onde constavam o estupor e a incredulidade de especialistas e apicultores, que informavam não ter explicações para o estranho fenômeno. As abelhas foram embora e largaram a rainha, conforme as notícias, e não deixaram pistas. Diante da insuficiência de dados nos jornais pesquisei na internet, e ali encontrei as razões de seu sucesso diante da mídia impressa.

Na internet há indicações de que o dito fenômeno não está restrito a Illinois, mas ocorreu em outros estados americanos e foi observado também em algumas regiões da Alemanha. Êpa! Nenhum jornalista atentou para o importante fato? Será que desconhecem a importância das abelhas? Ou foi mais uma barriga imperdoável? "Barriga", no jargão jornalístico, é a omissão de notícia ou fato importante.


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